O que existe além do que já foi dito sobre amor?
Mas foi um amor, um único amor, que veio, cruzou minha vida, tocou minha alma, e ficou marcado em minha pele.
Todos nós carregamos conosco uma história, aquela que só nós nos atrevemos a lembrar quando, durante à noite, no escuro, encostamos nossas cabeças no travesseiro, e o silêncio cala fundo. Não importam os anos, certas coisas simplesmente permanecem.
Mas então, numa quinta-feira à tarde, de um ano qualquer, tropeçamos nesse amor já supostamente esquecido, percebemos que amor igual não há, e que aquela pessoa continua, e continuará a ser, nossa referência afetiva mais sincera e profunda. Não é doença nem obsessão. Aliás, não é nada, só amor. Amor dos bons, daqueles que são únicos e maravilhosos, que acontecem poucas vezes na vida das pessoas. Daqueles amores que ficam, e que teremos que conviver com ele como algo concreto, e parte de nossas vidas.
Que alma consegue atravessar a vida sem ter conhecido o amor e, quem sabe, ter a sorte de ser correspondido? Que vida vale a pena sem amor?
Nenhum sentimento é mais lindo, profundo e transformador que o amor.
Só o amor transcende e purifica. Enlouquece e cura. Invade e permanece. Liberta e aprisiona.
Quando acontece, é um som grave que penetra, invade e permanece.
Não compliquem nem elaborem o sentimento mais incrível e poderoso de todos.
Permitam que ele chegue e se instale. Pois o resto são bobagens, meninos... bobagens.
Cartilha do amor...
penso que eu não a seguiria
convenções, normas, regras
nada disso me faz a cabeça
isso não me prende, ou pega
gosto do inesperado, da surpresa
novos acontecimentos, ousadia
paixão exacerbada, com poesia
sei que o amor não segue as leis
o que faz dele um tanto 'louco'
que não é só para comuns
é para servos e também reis
o que traz tristeza a alguns
consideravelmente: são poucos!
mas faz alegres muitos, inúmeros
ainda bem que, o amor não é uma ilha;
é imensidão, horizontes, é sempre além,
transbordamentos, infinitos...
{Bros}
Nem sei como lhe explicar minha alma...
Nem sei como lhe explicar minha alma,
mas o que eu queria dizer é que a genteé muito preciosa, e que é somente
até um certo ponto que a gente
pode desistir de si própria
e se dar aos outros e às circunstâncias.
Ouça: respeite a você mais do que aos outros,
respeite suas exigências,
respeite mesmo o que é ruim em você,
respeite sobretudo o que você imagina
que é ruim em você.
Não queira fazer de você
uma pessoa perfeita, não copie uma pessoa ideal,
copie você mesma, é esse o único meio de viver.
Clarice Lispector
- (1920-1977) art by Marcin Mikołajcza
Constantemente amanhecendo...
meu pai pintou a casa toda
de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa casa,
como ele mesmo dizia,
constantemente amanhecendo."
Adélia Prado
Fidelidade com Deus.
Contra o dissabor: força.
Contra a descrença: fé.
Contra a dor: firmeza.
Contra a distância: fibra.
Contra o cansaço: fôlego.
Contra a mentira: fato.
Contra o medo: fervor.
Contra a solidão: família.
Contra o escuro: fanal.
Contra a tristeza: felicidade.
Contra todo o resto: fidelidade com Deus.
{Bros}
Sossega menina...
Por onde anda aquele olhar que fazia meus olhos brilharem mais que a constelação de saturno e me fazia pensar em roubar-lhe o anel que o envolvia só para te tirar pra girar na nossa dança-roda-bamba?
Não quero que borrem teu sorriso. Nunca. Jamais.
Não deixo que digam, que pensem ou falem bem mais do que acredita.
Não hesitarei segurar tua mão quando o caminho for barulhento, tal como as batidas que algumas estradas já deram em teu coração. E no meu.
Mas, me prometa! Me prometa que não irás permitir a ilusória invasão de algum conhecido aparentemente desconhecido apontando o dedo e tentando mostrar quem tu és, quando não fores nada aquilo do que aquilo dito por aquele. Não perde teu encanto, menina! Não se perde de mim!
Não fantasiarei nada.
Nem mesmo o teu sorriso.
Quero o que é real.
Segura fortemente teus punhos.
Aguenta firmemente.
A vida não é boa
pra quem finge que sente,
então planta essa semente
e não te demoras,
mas vem de repente.
Marianne Galvão
Aprendi...
Aprendi a construir estradas no "hoje", porque o "amanhã" é incerto!
Aprendi que a amizade verdadeira não termina com a distância, pelo contrário ...aumenta!
Aprendi que a saudade dói, mas é o único caminho para reviver o que a alma gravou.
Aprendi que para amar não precisamos de olhos, apenas de ... SENTIR!
_Inês Clímaco_
Um carinho terno...
Te ouço no canto dos pássaros.
Te sinto num abraço delicado.
Te sinto no sol ameno,
Das minhas manhãs...
Te sinto como a brisa leve,
Que bate a tarde em minha janela...
Como um perfume suave,
Afagando os meus sentidos.
No toque de tuas mãos, sinto a sensibilidade do amor.
Um carinho terno, que eu desejo que seja eterno.
Nanda Olliveh
Idade?
Idade?
Por que perguntas-me a idade
como se pudesse, ao olhar-me,
contar meu tempo de vida ?
Esse tempo que me foge aos olhos,
que da liberdade aos meus sonhos
e faz sorrir minha alma...
Esse tempo menina,
aprisionado em meus corpo,
que tantas vezes ganha asas
e devolve-me a vida...
Um tempo que foge no tempo,
que se debruça na janela e sorri.
Entao pergunto eu a ti:
Por que perguntas-me a idade ?
Katia Marques
Ajudar...
Mesmo sem entenderum quinhão,
queria saber,
(ser pelo menos)
alguma fração.
Pequenino,
que fosse,
bem ínfimo,
mas de dentro,
do âmago,
ser íntimo.
Queria ver revelada, sua dor, aquela aflição,
- (o objetivo era ajudar) -. Como? Não sabia!
Fazia somente
o que mandava
seu coração,
queria até;
ter poder,
algo do tipo: magia.
Insistiria até o fim,
(não o fim da dor)
o fim de tudo,
final dele,
final do amor.
Sabendo porém,
(mesmo estando aflito)
que amor,
nunca tem fim,
é sem dúvida,
infinito!
{Bros}
Almas
Este mistério infindável de corpos que se encontram sem se tocar, que se percebem sem se olhar. Porque não são necessários olhos nem mãos, o coração é o lar dos que habitam em sintonia de sentimentos.
Como se explica a afinidade entre pessoas que fisicamente, vivem tão distantes? O amor explica, sem definições concretas, sim, pois a amizade é construída com laços invisíveis, mesmo que poucos compreendam...
[Dulce Miller]
Pedidos...
Quero lhe pedir apenas três coisas.I) não me peça para não me apaixonar por você,
pois isso já aconteceu;
II) não me peça para não amar mais você,
esse amor nunca morreu;
III) não me peça para esquecer você,
esse é um poder que não é meu...
Depois disso, nada mais lhe pedirei, nesta vida...
Oras...
Oras, se tu oras
é um particular,
teu com Deus.
Se tu oras,
(com certeza)
estás em busca
de m e l h o r a s
pra ti e pra outrem.
O que tem os alheios
a querer te perturbar?!
Deus é
Onisciente,
Onipotente e
(principalmente, pensou eu!)
Onipresente!
Se eles também orarem,
ao invés de só criticarem,
Deus os ouvirá
e vou além,
se fará mais que presente
e será solícito e condolente.
O motivo, a razão, a circunstância,
da oração;
ninguém além de
Deus e você,
(definitivamente)
precisarão saber...
{Bros}
Sexta-feira 13!
Não me apego muito a isso de dia, seja ele, 1, 5, 13, 17, 23, 26, 31, sábado, segunda, quarta, quinta-feira, feriado ou dia útil.Afinal, todos os dias são úteis, são utilizáveis, devemos utilizar para doarmos o melhor que temos e recebermos também é claro, ninguém é de ferro.
Deus nos dá a chance de, a cada novo dia, fazer melhor, modificar ou fazer igual, mas sempre na intenção do bem.
Cada dia é um presente, e como tal, devemos usá-lo!
Ele vem embrulhado em laços de Amor, ternura, carinho, amizades, positividade, tudo de melhor que Ele tem, e nos dá.
Devemos desembrulhar e manter os laços, sempre!
Você vai me perguntar, mas e como cumpre seus compromissos se não se apega a datas? Eu direi que sim, nesses casos, sou obrigado a usar das datas como elas são, aliás, como diz o grande Drummond: "Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança ...".
Sim, acho que nisso ele tem razão, porque os doze meses são suficientes pra gente, usar, abusar e renascer com esperança e fé no próximo.
Mas sigo assim, vivendo cada dia como novo (re)começo e (re)fazendo tudo da melhor forma que posso, deixando um pouco de encanto em cada canto, talhando meu dia, seguindo minha bússola interna, meu coração, baseado no amor: amor-amigo, amor-fraterno, amor-amor. AMOR ABSOLUTO!
Feliz sexta-feira 13, de novembro de 2015,
melhor ainda, FELIZ HOJE, feliz SEMPRE
e todo dia, por toda a vida!
{Bros}
Esperar não é saber...
como diz a canção:"esperar não é saber ..."
espelhar sim,
é saber, é fazer, é poder.
espelhar é fazer o bem,
espelhe tudo de melhor desse mundo,
reflita o que bem que podes,
refrate a luz do bem,
sem olhar a quem.
propague, dissemine, reverbere,
espalhe, espelhe simplesmente!
sim espelhando,
não esperando.
não, não espere para fazer o bem que souber,
sim, sim espelhe todo o bem que podes fazer.
{Bros}
I Don't Deserve You - Plumb
Receita de Mulher...

As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como o âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar as pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteia em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebal
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37º centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.
{Vinícius de Moraes}
Eu, etiqueta

que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comparo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam
e cada gesto, cada olhar
cada vinco da roupa
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrine me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.
(Carlos Drummond de Andrade)
Solidões (Oswaldo Montenegro)
♪...
A Solidão é quando o Tempo vai embora
Quando a gente perde a hora, e o compasso da canção
A Solidão é quando o filme fica bobo
Quando a gente perde jogo, por que alguém fez 'gol de mão' ...♪
Legenda e tradução by: Cassio Ostrowski
vídeo original in Youtube: "Celebrate the changes"


























